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Alimentação feminina precisa ser diferenciada ao longo da vida

Por Camila Tavares – 06/03/2009

O Dia Internacional da Mulher é comemorado no dia 8 de março e nestes dias, esse é o assunto principal. Mas em vez de estimular o consumo em tempos de crise, vamos estimular o pensamento na vida da mulher. Porque a gente tem uma rotina corrida e lida com muitos assuntos ao mesmo tempo, nosso corpo é diferente e nossas necessidades também. Nosso corpo tem menos massa muscular, mais gordura do que os homens e metabolismo mais lento – também somos menores do que eles, mais delicadas e sensíveis.

O corpo feminino também está mais sujeito às variações hormonais, que agitam nosso humor e nos tornam realmente únicas sob todos os aspectos. Com o passar dos anos, tudo se acentua. Segundo a PhD em nutrição e coordenadora do Centro de Pesquisa Sanavita, Andrea Dario Frias, tudo começa com a menstruação. Nesta etapa os hormônios que interagem com o período menstrual são os responsáveis por regular o comando cerebral da fome e até do humor. “As variações de humor, apetite e libido fazem com que a mulher se sinta numa verdadeira montanha rrussa, por isso uma alimentação que entre de acordo com essas variações e que ainda tenha baixa caloria é o ideal para esse período”, explica. Uma alimentação balanceada, que respeite o ciclo menstrual é capaz até de corrigir as turbulências hormonais. Ufa!

O consumo de fibras da aveia, soja, germe de trigo, castanha de caju, gergelim, saladas, legumes e frutas facilitam a digestão, melhoram o funcionamento do intestino e ainda auxiliam na inibição do apetite. “As fibras são ótimas alternativas para amenizar o inchaço típico desses dias e os chás vermelho, verde e branco extraídos das folhas da Camellia sinensis são também ótimas opções para a ocasião, pois possuem efeito diurético”, acrescenta a doutora.

A partir dos 30 anos de idade a produção de colágeno, que representa 25% de toda proteína do organismo humano, começa a diminuir. Com a chegada da maturidade a deficiência de colágeno começa a ser notada com a diminuição da elasticidade da pele, o aparecimento de rugas e o aumento da fragilidade articular e óssea. Mais uma vez, por meio de uma alimentação equilibrada, é possível repor essa perda. “Os alimentos de origem animal como carnes vermelhas são excelentes fontes de proteínas e colágeno”, diz a especialista.

Aliado à alimentação é necessário também iniciar o consumo de suplementos a base de colágeno. Estudos conduzidos em conceituadas instituições de pesquisa mostram que o uso do colágeno hidrolisado, que é extraído industrialmente dos ossos, peles e tendões de animais, é capaz de estimular a produção do colágeno natural. “A utilização de suplementos contendo de 8 a 10g de colágeno hidrolisado por dia é capaz de melhorar a elasticidade e hidratação da pele, além de dar força para as articulações”, conclui.

A próxima fase, muitas vezes traumática na vida da mulher, é a menopausa. Esse processo significa muitas mudanças hormonais para o organismo e para a vida. Para algumas mulheres ela acontece sem sintomas, mas na maior parte das vezes a reclamação universal são as ondas de calor, perda da libido e alteração de humor.

Para aquelas que não podem ou não querem realizar nenhum tratamento hormonal para minimizar esses sintomas a alimentação também é um forte aliado!

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