A dieta mais carboidrato/menos gordura é a mais popular deste planeta, em razão de, em parte, ser principalmente baseada em vegetais e, assim, estar prontamente disponível para as pessoas do mundo inteiro. Também tem sido o assunto de muitas pesquisas, sendo adotada pela American Dietetic Association e outros profissionais da saúde. As premissas por trás dessa dieta são: extinguindo-se a gordura e acres-centando-se o macronutriente, que oferece a maioria das calorias, o resultado é a perda de gordura corporal. E a opinião popular é de que a gordura é ruim e que, ao se reduzir a gordura da dieta, ocorre a promoção de um coração saudável.
Infelizmente, ambas as premissas são falhas. Primeiro, ao cortar a gordura da dieta, na verdade, queima-se menos gordura, com a tendência de se perder mais músculo. Assim, ao se acrescentar calorias, o peso será perdido, mas muito desse será músculo. O resultado final não é bonito, uma vez que, para se ter uma forma para um campeonato, ou mesmo reduzir a gordura corporal a níveis aceitáveis, muito daquele músculo ganho com suor será perdido.
Também existem algumas preocupações de saúde referentes às dietas ricas em carboidrato. Estudos recentes mostraram que esse tipo de dieta aumenta os triglicerídeos séricos e diminui o HDL, levando a um aumento de doenças cardiovasculares. E, se isso não for suficiente, as dietas pobres em gordura podem causar queda nos ácidos graxos essenciais, resultando em um problema na absorção das vitaminas lipossolú-veis, incluindo vitamina A, D, E e K.
