Marjorie Avelar
Proprietário há 13 anos de uma grande academia, no Setor Bueno, Gustavo Borges Madeira, 29, passou de professor de Educação Física a empresário do mercado de fitness, quando percebeu que o negócio tinha futuro em Goiânia. No começo, era só uma “portinhola” com poucos aparelhos e cerca de cem clientes. Na gestão do negócio, contava apenas com ele mesmo, os pais e dois professores.
Agora, com um prédio de três andares, após uma série de ampliações na estrutura física, a academia é frequentada por quase 1,3 mil pessoas, assessoradas por 40 profissionais. “Quando meus pais abriram a academia, mesmo não sendo o ramo deles, eu ainda estava no 2° grau. Terminei o curso de Educação Física, mas percebi que isso não seria suficiente para tocar a empresa”, contou. “Não basta ter formação acadêmica, é preciso entender também de gestão de negócios”, orientou Madeira. Ele ressaltou que esse é o grande problema das academias da Capital, que abrem e fecham em um “piscar de olhos”, por falta de conhecimento em administração de empresas.
Para quem está do outro lado do mundo fitness (o cliente), a prática de atividades físicas pode amenizar, por exemplo, os “sintomas psicológicos” da crise financeira internacional, amenizando os níveis de estresse, segundo garantem especialistas em Educação Física. Em consequência dessa adesão cada vez maior, os clientes ajudam a “engordar” o bolso de quem investiu e continua apostando nesse mercado, apesar do momento delicado pelo qual passa a economia mundial.
A prova disso é que, anualmente, o Brasil registra crescimento de 55,55% no número de academias. Mesmo assim, existe demanda a ser conquistada, já que, conforme a Associação das Academias do Brasil (ACAD), apenas 2% dos brasileiros frequentam esse tipo de estabelecimento. De acordo com dados de 2008 da entidade, o mercado de fitness no País continua bem lucrativo: são quase 3 milhões de clientes que pagam, em média, mensalidade de 55 reais, gerando ganhos para os empresários do setor de quase R$ 1,5 bilhão por ano. O resultado exclui o comércio de vestuário e acessórios.
No total são mais de 7 mil academias de ginástica regularizadas, o que coloca o mercado brasileiro em quarto lugar no segmento internacional, gerando 140 mil empregos diretos e outros 420 mil indiretos. Em Goiânia, segundo o Conselho Regional de Educação Física do Estado de Goiás (Cref-GO), são 192 academias regularmente cadastradas e 2.166 profissionais atuando no segmento.
AULÕES
Hoje e amanhã acontece a 6ª edição do Goiânia Capital Fitness, das 9 às 21 horas, no Centro de Convenções. Pela manhã serão oferecidos “aulões” gratuitos de ginástica. Profissionais da área e curiosos podem conhecer o que há de mais moderno no mercado de fitness, já que empresas nacionais e internacionais marcam presença expondo seus produtos em 55 estandes.
